segunda-feira, 2 de junho de 2014

Abertura Le Rêve Club - Irai Campos





É este tipo de danceteria e de música que gosto. Nossa, o Dj Iraí Campos era um nome conhecido até em cds nos anos noventa e ainda está em atividade! Pelo que vejo São Paulo é a cidade brasileira onde mais tem estas boas baladas. A iluminação lembra as daquele tempo, saudades do Stúdio 1250 de Curitiba-PR. As de hoje não chegam ao chinelo destas aí de Sampa. Preciso ir lá ainda neste ano!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

22 - PARA AS POSSÍVEIS PRETENDENTES: COMO SOU E O QUE ESPERO NUMA MULHER


Pessoal a algum tempo me lembrei que tinha que postar isso, pois as garotas tem o direito de saber como sou e o tipo de mulher que procuro. Vou começar falando mais de mim, pois as minhas fotos e meus vídeos estão no blog assim como uma descrição resumida da minha pessoa no começo. Se não viram faço questão que vejam, leiam e assistam. Afinal quem está interessado vai atrás, é a primeira coisa que espero de vocês.


Características minhas:

- Sou um cara que adora danceterias, Disco Music dos anos 70, 80, Euro Disco, Pop, Lentas Românticas, Flash House e Dance Music dos anos 90 até 2008 mais ou menos. Curto poucas atuais, para mim as antigas são sempre melhores. Nunca deixei de ir em danceterias nos domingos principalmente e nem pretendo parar de ir. Acho que sou um verdadeiro fã e fiel, portanto não espere que eu vá deixar de sair e virar caseiro num relacionamento sério como faz a maioria. Acho que desde que a namorada, noiva ou esposa vá junto não tem problema nenhum. E se algum dia puder quero montar uma danceteria, faz parte da minha vida esse tipo de ambiente e é a essência do meu personagem da vida real (o Dance Boy). Quero deixar isso aqui bem claro aqui. E também que ir em baladas e sair não significa aprontar e ser infiel. Meu lema é "Curtindo a vida com a cabeça no lugar" e eu o sigo a risca.


- Várias pessoas me perguntaram se vou deixar do meu estilo quando arrumar alguém. Minha resposta é simples: vou retirar sim os anúncios para conseguir um relacionamento, é óbvio. Mas meu carro, bicicleta e roupas estilizadas não. Graças ao meu estilo incomum que estou ficando cada vez mais conhecido, que já saí em jornais, rádio, televisão etc. E como meu sonho é ser famoso e quem sabe um dia trabalhar como ator ou garoto propaganda não vou mudar. Além disso o objetivo disso é divulgar os bons tempos das músicas de danceteria e fazer minhas críticas sociais, por isso o som no carro e na bicicleta, as outras frases escritas e as cores deles e das minhas roupas.



- Quero deixar claro e ao mesmo tempo dizer que está errada a crítica de algumas pessoas que disseram que eu sou bitolado só nesse meu visual. Além de usar outros estilos como o meu traje todo preto, eu uso roupas normais também e inclusive tenho outro carro de cor branca para usar quando não estou como o Dance Boy. Por isso não é verdade que eu só uso rosa e azul todos os dias, podem crer.

- Em um relacionamento sério sou fiel garotas, desde que vocês também sejam fiéis comigo. Não é isso que vocês tanto criticam nos homens? Esta é uma das minhas melhores qualidades!

- Não sou mentiroso, quando não quero dizer algo prefiro me calar do que mentir. Sou sincero e digo o que penso. Outra coisa que vocês condenam nos homens! Mas como podem ver não são todos, não deixe que o preconceito tome conta de ti como tomou de outras.

- Sei ser bem carinhoso quando a mulher valoriza isso. Até meu cãozinho de estimação Pretilho (um dos meus melhores amigos) e os nossos gatos nunca deixam de receber meus mimos e até beijos.

- Sou honesto e não suporto pessoas interesseiras, caloteiras e desonestas. Já cortei vários falsos amigos do meu círculo de amizades, tanto homens como mulheres. Por duas vezes eu devolvi ao banco uma quantia boa em dinheiro que esqueceram no caixa eletrônico, coisa que garanto que não é qualquer um que faz.

- No entanto não sou nenhum ingênuo ou santinho como alguns devem estar pensando. Para começar quase não vou em igrejas, não tenho religião e não acredito cegamente nelas como a maioria faz. Não gosto de coisas mal explicadas e que não resolvem meus problemas como são todas elas. Tenho dúvidas sobre a existência de Deus inclusive.


- Não sigo modas nem sou maria vai com as outras como já podem ter notado. Não ligo muito para futebol (só assisto quando tem copa do mundo), não gosto de carnaval, não suporto música funk moderna, eletrofunk, hip hop e não curto sertanejo universitário também. Nem esses lixos de programas de televisão que só distorcem os valores da família e da dignidade humana, esses que a maioria critica mas no entanto vive assistindo. Até a programação da maioria das rádios decaiu hoje em dia só apresentando coisas fúteis. Não saio de madrugada em baladas, gosto de no máximo meia noite já estar na cama. Não coloco som em volume abusivo no carro nem em casa para incomodar os outros, como vários vizinhos malditos meus faziam e que tive que chamar a polícia.

- Gosto de fazer as coisas da melhor forma possível e sou detalhista. Dizem que isso é coisa de mulher, então espero que elas me compreendam.

- Amo a limpeza e a organização, tanto em casa quanto no carro e nos lugares em que frequento. 

21 - UM RETROSPECTO DAS VEZES QUE MULHERES SE INTERESSARAM POR MIM E DOS RESULTADOS DA MINHA CAMPANHA PARA FICAR COM ALGUÉM

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

20 - O NOVO DANCE MÓVEL

Depois de algum tempo e de ter viajado duas vezes para Jaguapitã e outras tantas para as praias do Paraná com o Dance Móvel Fusca, resolvi comprar outro carro maior e personalizá-lo no lugar deste. Dava para comprar um usado não muito caro com parte do dinheiro da venda do terreno e da casa dos meus pais, que compraram outro lote e construiram perto do meu se tornando meus vizinhos. Eles venderam para me ajudar a construir a minha casa e também minha mãe sugeriu porque assim eu fiquei sendo o braço direito deles. Já estavam na terceira idade, minha mãe doente, meu pai dependente de remédios e minha irmã deficiente mental para a vida toda. Além disso o único que sabe dirigir em casa sou eu. O fusquinha era bonito e antigo mas sem espaço, principalmente no porta-malas. E nas viagens de carro eu nunca vou sozinho, tem as malas de todos e inclusive estava levando a bicicleta, com sua caixa de som, bateria e anúncios. E fazia algum tempo que eu pensava que um dia era bom ter um carro normal e outro personalizado. Quando eu quisesse andar com roupas comuns ou de outro estilo usaria o carro comum e quando andasse como o Dance Boy usaria o carro estilizado. Não ando só de rosa e azul, se vocês pensaram isso se enganaram. Assim ninguém venha me dizer que as mulheres não me dão atenção porque se assustam com este traje. O problema pode estar em outro lugar e também com elas, mas não totalmente no meu estilo diferente ao contrário do que muitos ignorantes pensam.

Como não sou rico para ter um Cadillac ou mesmo um Chevrolet Impala, precisava de um automóvel dentro das minhas condições financeiras. O Ford Gálaxie 500 ou o Dodge Magnum eram grandes e imponentes. Sempre adorei estes carros e pensei nesta possibilidade. Com o preço alto da gasolina atualmente era necessário instalar um kit de gás natural (GNV). Até teria feito isso se não fosse os principais inconvenientes: não é toda cidade que possui postos GNV e nas estradas por onde mais transitava também não havia. Mesmo em Curitiba eram poucos postos se comparado ao tamanho da cidade. Não seria prático portanto. E me avisaram que poderia acontecer de eu empregar uns dois ou três mil reais com esta adaptação e depois o gás natural subir de preço como ocorreu com o álcool. É... não seria bom arriscar não acham? Então fui pensando num que tivesse porta-malas grande, confortável e ao mesmo tempo fosse econômico, pois quase só ando de carro para trabalhar (odeio esse suplício de ter que pegar ônibus lotados, não nasci para ser escravo). Gostava do Opala mas mesmo o de motor quatro cilindros era meio gastador. O Monza tinha uma traseira meio pequena para se acomodar a Dance Bike em cima, no suporte que vou bolar para ela. Caminhonete F-1000 cabine dupla era muito cara por ser a óleo diesel. O jeito era pegar de novo um dos carros que já tivemos e que havíamos desfrutado pouco: o Ford Del Rey série ouro ano 1984 com motor cht 1.6. Estiloso, confortável, luxuoso, econômico e que marcou época. Era um carro caro na época do seu lançamento. Seria também uma coisa única um carro desses nas cores externas rosa e azul turquesa. Fuscas cor de rosa existem mas Del Rey eu nunca vi. E foi o que fiz. O Fusca mandei repintar na cor orginal branca que era antes. Bom, agora confiram as fotos...

Eu no novo Dance Móvel à noite, com o anúncio luminoso em cima do carro aceso.



Quero instalar este globo giratório com luzes coloridas no Dance Móvel. Bem igual aqueles que me fascinam desde que pisei na Danceteria Alkatraz em Jaguapitã, norte do Paraná.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

19 - O OUTRO LADO DE CURITIBA QUE OS POLÍTICOS E A MÍDIA NÃO MOSTRAM

Curitiba, cidade onde nasci e moro até hoje, tem seus pontos positivos e negativos como qualquer outra.



Pontos positivos:

-É uma cidade bonita, com lindos parques, é relativamente bem arborizada, mais ou menos bem urbanizada (e a gente até sente falta disso em outras cidades), tem um sistema de tarifa integrada onde você pode andar por quase toda cidade e por outros pontos da sua região metropolitana pagando uma só passagem. Tem vários shoppings e quatro danceterias populares que funcionam nos domingos em horários mais cedo.


Mas como nada é perfeito, estes são seus pontos negativos que a tv não mostra e que acho que todos devem saber para pesarem os prós e os contras, e não ficarem se iludindo achando que aqui é a quinta maravilha do mundo:

-O clima é um dos piores que já conheci. Primeiro porque varia demais: no mesmo dia pode amanhecer com sol, nublar e chover de tarde e fazer frio de noite. Isso sem contar esse vento maldito e cortante que insiste em ficar no inverno e quando está aquele calor não aparece para refrescar. Recentemente um amigo meu me contou que é a segunda cidade do Brasil onde o sol menos aparece. De fato os que moram aqui devem saber bem que geralmente quando começa a chover isso significa no mínimo uns dois dias seguidos sem ver o sol. Já cheguei a constatar várias vezes que ficou uma semana ou quase com o céu nublado e cinzento (sempre com o maldito vento). Além disso chove demais por aqui. Além do frio que insiste em aparecer mesmo em outras estações. Isso é um fato, quer vocês concordem ou não…

-O transporte coletivo está longe de ser de primeiro mundo. Não tem metrô, não tem trem elétrico e nem ônibus elétricos que não poluem. Os coletivos vivem superlotados, principalmente em horários de pico devido à péssima administração dessa máfia chamada URBS que só visa os
seus próprios interesses. Se esses diretores não fossem um bando de exploradores e ladrões permitiriam as vans como em São Paulo. Aqui não existe isso, eles querem monopólio com um serviço precário e saturado e não admitem nenhuma concorrência. Vejam as fotos abaixo e saibam o que vão enfrentar quase todo dia se vierem morar aqui e tiverem a infelicidade de dependerem do "melhor sistema de transporte público do Brasil":












































Esta situação aqui eu faço questão de mostrar: a "boa educação" dos usuários do transporte público que têm tanta pressa ao entrar no ônibus e pegar um lugar para sentar que não sabem nem esperar quem está descendo dele. E notem que pelo jeito nem são pessoas idosas e cansadas. É outra situação bastante comum principalmente nas estações tubo, mesmo com a constante gravação dentro dos coletivos pedindo que aguardem sempre o desembarque ao embarcar. E o curitibano ainda quer se achar o tal e acreditar que tem o melhor transporte público do país (imaginem o pior então).







Essas estações tubo de ligeirinhos e biarticulados, típicas da capital paranaense, a primeira vista podem parecer bonitas. Mas vale lembrar que um treco desses custa vários milhares de reais e deixam o cobrador que fica nelas e não nos ônibus a mercê de assaltantes, principalmente em estações de periferia como a do Osternack. Provavelmente uma tática egoísta da URBS, pois se estivessem um cobrador em cada ônibus teriam que contratar mais funcionários. Além disso como vocês podem ver na foto em horários de pico não comportam tanta gente. Notem o tamanho da fila que se forma fora dela. Modelo de transporte público?
A logomarca símbolo da máfia do transporte coletivo, também conhecida como indústria de multas, caixa dois da prefeitura e outros adjetivos que lhe bem cabem. Uma das empresas mais odiadas de Curitiba.
-Acredite se quiser, mas aqui em Curitiba em muitos lugares você tem que pagar para estacionar o seu carro na rua, se não pode ser multado pelos guardinhas da Diretran que por sinal pertence à URBS. Detalhe: não fica ninguém cuidando do seu carro e se o furtarem ou danificarem garanto que eles não se responsabilizam. Dizem que é para fazer o rodízio de carros e não permitir que um único fique o dia inteiro no mesmo lugar. Para mim um oportunismo deles, mais uma maneira de roubarem o povo, no caso aqueles que boicotam o ineficiente sistema de ônibus e utilizam seus automóveis. Só que eu também não sou bôbo: coloco nossos carros em estacionamentos particulares onde realmente ficam bem guardados e não lhes dou um tostão sequer. Que todos façam o mesmo!








-A rede de ciclovias deixa a desejar, é incompleta e mal conservada. Não há estímulo da prefeitura para se usar este meio de transporte nem aluguel de bikes como na Europa. Sorocaba por exemplo dá de dez a zero em Curitiba quanto à ciclovias.

-É um povo mal educado no trânsito, egoísta que quase nunca colabora com os outros, apressadinho, mas que no entanto quando abre o sinal ficam “dormindo” e atrasando quem está atrás para depois andarem além do limite da rua para compensar. Isso sem contar que muitos viram e não ligam o pisca ou o ligam muito em cima da esquina e adoram buzinar para irritar os outros (eles não aprenderam pelo código de trânsito que o uso da buzina deve se restringir a um breve toque e apenas para alertar pedestres ou outros condutores).


Eis aqui outra foto que comprova bem a "educação européia" dos curitibanos.
















Foto tirada publicada pelo jornal Gazeta do Povo mostrando o trânsito no centro no dia mundial sem carro. Eh, eh, mas que dia mais sem carro heim? É uma situação comum em Curitiba em horários de pico principalmente: o trânsito está a caminho do caos simplesmente! Até parece uma São Paulo em miniatura. Mas pelo menos nisso não culpo o motorista curitibano: como que vamos deixar nossos carros em casa com estes ônibus saturados de gente? Nem sempre se pode usar a bicicleta: eu trabalho a quase 20 km de casa e no percurso tem várias subidas e descidas, isso sem contar as ruas mal conservadas e o clima que pode mudar e chover de repente. Quem tem o mínimo de condição não vai querer andar em pau de arara mesmo!


-Os curitibanos são fechados, desconfiados, fazem panelinhas, não são hospitaleiros e dispostos a fazer novas amizades como o nordestino e carioca por exemplo. Aqui é comum você morar anos em um mesmo lugar e o vizinho nem te cumprimentar de manhã. Te olham com desdém se você tem um estilo diferente. Aqui a aparência e o modo de se vestir pelo jeito contam. Claro que não são todos, tudo tem sua exceção.

-Para os homens tímidos e solteiros: a mulherada é devagar demais, sem iniciativa (depois querem direitos iguais), orgulhosas e que ficam se fazendo de difícil mesmo quando estão a fim do cara. Ou então tímidas. Salvo raras exceções.

Eu particularmente estou procurando conhecer outras cidades e capitais, ainda pretendo mudar de Curitiba. Nasci aqui e não me adapto.












18 - A MULHER TAMBÉM PODE TOMAR A INICIATIVA NA VIDA AMOROSA

Após anos de dificuldades e tentativas frustradas em conseguir me relacionar com garotas devido à minha timidez, comecei a refletir sobre as causas e também sobre os métodos a usar. Foi num desses momentos que me ocorreu um questionamento repentino: “afinal por que o homem é quem tem que se aproximar e iniciar a conversa com uma mulher? Ela também pode tomar iniciativas e há alguns anos luta para ter direitos iguais. E se o indivíduo é muito desajeitado, envergonhado ou tem qualquer outra dificuldade ou bloqueio? Por que só ele tem que lutar para superar isso se os direitos são iguais? Onde está a compreensão e sensibilidade feminina que tanta gente procurava incutir em nossa mente?” A partir disso busco analisar a situação.

Durante milênios a mulher foi considerada um ser inferior, frágil e que devia ser protegida pelo homem. A ela cabia as tarefas domésticas e criar os filhos. O homem se ocupava da caça, da guerra e de trazer o sustento para o lar. Houve uma divisão de trabalho, de papéis. Isso foi bom e prático? Se refletirmos um pouco poderemos concluir que em determinados momentos sim. Um exemplo disso, seria durante a gestação e amamentação, em que é mais proveitoso a mulher ficar em casa se ocupando de atividades mais leves. No entanto essa contínua separação de atividades entre os sexos provavelmente criou a dependência e submissão feminina. E também o preconceito entre serviços “masculinos” e “femininos”. Se por natureza elas são mais fracas fisicamente, com essa cultura ficaram ainda mais vulneráveis, pois não exercitaram seus músculos com serviços mais pesados, não aprenderam a manejar armas nem a defesa pessoal em grande parte das culturas. Alguns irão objetar dizendo que o corpo feminino não foi feito para isso. Ao que respondo que se elas exercessem essas atividades ao menos dentro de suas possibilidades, estariam em melhores condições do que não as praticando. Na China antiga houve uma monja de Shaolin que se destacou por criar um estilo de Kung Fu chamado posteriormente de Wing Chun, de aprendizado mais fácil e rápido e excelente como defesa pessoal. Diz a história que uma discípula sua derrotou um lutador masculino com um único soco. Na Europa houve o caso de Joana d’Arc, que lutou na guerra em defesa da França disfarçada de homem. Fatos como estes mostram que as mulheres não precisam ficar naquela condição de só saber fazer serviços domésticos.



Por outro lado, o homem seria mais versátil se soubesse cozinhar, lavar roupas, ajudasse a criar e educar os filhos e outras tarefas tidas como femininas. Entendo que tudo começou e prosseguiu errado desde o princípio dos tempos.


No Século XX as mulheres se emanciparam mais, conquistando o direito ao voto, a cursar uma faculdade e a atuar em profissões tradicionalmente masculinas como polícia, motorista de ônibus e caminhões, medicina, engenharia, detetive, cargos de chefia e outras. Há até as que praticam fisiculturismo ou musculação, que é ainda um grande alvo de preconceitos tanto de homens quanto de outras mulheres. E surgiram certas correntes de pensamento feministas. Algumas pessoas são exageradas, pensando que elas são mais sensíveis, mais compreensivas, mais caprichosas e superiores em certas coisas. Idéia que se for aplicada indiscriminadamente não corresponde à realidade, pois existem os românticos, sensíveis e compreensivos. E nem todas elas são assim.


Essas conquistas femininas são justas, no entanto há um ponto crucial onde ainda o velho machismo perdura: a moça que toma a iniciativa na conquista de um rapaz é muitas vezes tida como de vida fácil, não tem estima própria, é muito atirada, está desesperada, além de alguns adjetivos chulos por parte de ambos os sexos. A velha e antiquada educação nos ensinava que as meninas tinham que ser mais comportadas, mais reservadas e se manterem virgens e puras até o casamento. Já aos rapazes era bem mais aceitável que tivessem experiências sexuais antes do matrimônio. Embora houvesse o aspecto positivo da garota valorizar o seu corpo, a própria educação era discriminatória e preconceituosa. Quem nunca ouviu falar que menina brinca com boneca e menino brinca com carrinho? Que garoto que gosta de boneca é mariquinha? As gerações mais antigas sabem bem sobre isso. Outro exemplo desta contradição da sociedade é a idéia de que a cor rosa é para as garotas e o azul é para os garotos. Se eles usam roupas cor de rosa são taxados de gays, no entanto se elas usarem azul ninguém as chama de lésbicas. Difícil de entender, não?


Igualmente a esses velhos tabus, vem de tempos remotos esse ensinamento de que a função da mulher é apenas atrair e ao homem cabe a iniciativa de cortejá-la. Mas e quando o rapaz fosse tímido? Era ensinado a superar a timidez e advertido de que criasse coragem, como se fosse uma coisa tão fácil e simples de ser resolvida em todo e qualquer caso. Novamente uma educacação contraditória, pois se era incutido que a mulher é sensível e compreensiva então ela deveria levar em consideração as dificuldades do seu pretendente e também partir para o “ataque”. Injusta e discriminatória por só dar a vez a elas quando o tema é conquista amorosa. Por que só os homens têm que se empenhar nisso e elas ficarem de “braços cruzados”? Será que a moça que chega no seu pretendente é realmente uma pessoa que não se valoriza e tem vida fácil ou é o velho machismo que nos leva a fazer generalizações sem fundamentos como a das cores rosa e azul e do fato da garota ser romântica e o rapaz ser mais rude? Se pensarmos um pouco e deixarmos o preconceito de lado veremos que elas podem vir puxar conversa e até jogar uma cantada, sem no entanto, serem vulgares como muitos julgam. Comigo mesmo já aconteceu isso algumas vezes, embora sejam raros esses momentos maravilhosos. Óbvio é que elas tem que tomar as devidas precauções quanto ao tipo de pessoa que irão abordar.


Me impressionei muito quando ouvi falar que em certos países europeus como Inglaterra, certas mulheres tomam a iniciativa quando se interessam por um homem. Até mesmo para uma aventura amorosa de uma noite apenas elas convidam o indivíduo com a maior naturalidade ou conforme o dizer popular: “com a maior cara de pau”. Infelizmente, a maioria dos brasileiros ainda estão muito atrasados mesmo em pleno século XXI, por isso muitos estranhariam este comportamento. Principalmente na cidade onde vivo, Curitiba, onde as pessoas são em geral muito fechadas e conservadoras, sendo que coisas novas, estilos ou idéias não convencionais as deixam escandalizadas, sem nem ao menos haver uma análise e tentativa de entendimento por parte delas. Típico comportamento curitibano.


Mas, se hoje elas querem ter o direito de trabalhar fora de casa, estudarem, entrarem na política, liderarem uma empresa e terem salários iguais então por que não estão dispostas também aos deveres do homem? Tenho observado que várias delas evitam levantar e carregar caixas e outros objetos pesados, mesmo quando não é um peso tão grande que coloque em risco a integridade física. Outra ocasião é quando se trata de pagar uma conta numa lanchonete por exemplo. E, principalmente, quando se trata de tomar a iniciativa no namoro ou mesmo só para ficar aí a maioria delas acham que esse é o papel do homem. Então querem direitos iguais só quando é vantajoso ou mais fácil para elas? Vantagens de forma unilateral é direito igual? Os termos comodismo e egoísmo são mais coerentes às que tem esse pensamento. Não querem arregaçar as mangas e lutarem pelo que querem como os homens fazem? Realmente não consigo entender como em pleno século XXI, com todo esse liberalismo e sexualidade que se vê na televisão, na música, no carnaval e no comportamento dos jovens, ainda se conserve tanto um tabu típico de outras gerações! Mais uma vez a própria sociedade mostra ser a contradição dela mesma.


Obviamente existem exceções, onde foram elas que chegaram nos namorados ou ficantes. Eu próprio testemunhei isso acontecendo comigo mesmo. Percebo essa situação ocorrer com bem mais facilidade fora da região onde vivo. Algum tempo atrás fui a Joinville-SC, e uma garota atendente de uma lanchonete me disse não entender o porquê das curitibanas não se interessarem pela minha pessoa, pois eu era um rapaz bonito. Em janeiro de 2009 fui a Cornélio Procópio especificamente para conhecer uma danceteria da cidade e verificar a diferença entre as garotas de Curitiba e as do Norte do Paraná. E aconteceu algo que é extremamente difícil e raro acontecer comigo por aqui: uma garota de uns dezoito ou dezenove anos se sentou ao meu lado e puxou conversa. Logo antes uma amiga dela também tinha falado comigo. Ela até colocou o braço atrás dos meus ombros, apoiado no banco. Disse que estava a fim de ficar comigo. E tudo sem ser vulgar, nem nas palavras, nem nos gestos e nem nas suas roupas (estava de blusa de mangas compridas e calça se não me engano). Esse é um exemplo claro de que a mulher pode muito bem tomar a iniciativa sem ser apelativa nem se desvalorizar.


Isso sem contar as outras garotas que me jogaram cantadas na rua, em danceterias e em colégios algumas vezes, infelizmente raras. Meninas que superaram esse machismo.


Concluindo: infelizmente ainda são minoria as pessoas que ampliaram seus horizontes a ponto de entender isso. Alguns me colocaram que elas foram educadas dessa forma. Na verdade foram, concordo. Assim como também foram ensinadas por muito tempo a só servirem para serem mães e para o lar. Um dia tomaram novos rumos não é verdade? Na minha mente também tentaram colocar que cor de rosa é uma cor feminina, que o homem tem que ser mais rude, que só meninas podem brincar de casinha, que o homem é mais relaxado com a caligrafia e com a higiene pessoal, que são elas que demoram para se arrumar para sair e outros resquícios de uma sociedade atrasada. E nem por isso eu me conformei a viver dessa forma! Já está na hora das pessoas abandonarem essa visão obtusa da realidade. Estamos num novo milênio. Mulheres de iniciativa continuem assim sempre! Homens tímidos ou inconformados com esse sistema protestem e exijam que os direitos sejam realmente iguais! Sem, no entanto, exagerar achando que toda e qualquer garota tem a obrigação de chegar em vocês. Devemos entender que existem as tímidas que ainda precisam ou preferem que os homens as conquistem. O que não devemos admitir é o preconceito e a intolerância vigente até agora. O mundo sempre foi assim? Pode ter sido, assim como sempre houve injustiça, só que isso não significa que esteja correto. Já que começou e prosseguiu errado até agora, devemos então procurar corrigi-lo nem que seja paulatinamente e não sermos conformistas. O ideal seria uma sociedade mais unissex onde não houvesse essa absurda “guerra dos sexos”. Onde tanto homens quanto mulheres se respeitassem e cada um procurasse compreender as particularidades do outro. Onde a mulher tímida teria o extrovertido que tomasse a iniciativa e o homem tímido e sem jeito teria a pretendente realmente compreensiva, sensível e que tomasse toda a iniciativa possível. Só assim, haveria realmente igualdade de direitos.

terça-feira, 6 de julho de 2010

17 - TENTANDO ENTENDER O PORQUE DE EU AINDA ESTAR SOZINHO...

A PARTE DO PROBLEMA QUE ESTÁ COMIGO, EMBORA NÃO SEJA MINHA CULPA:

Primeiro: nasci tímido e não escolhi ser assim. Essa é a meu ver uma das primeiras injustiças que a vida me colocou. Fiz o possível para melhorar e melhorei bastante sim, se comparado aos meus tempos de criança. Antes não estaria nem escrevendo este blog. Jamais falava em público, nem com estranhos a não ser que puxassem conversa comigo primeiro. C
om garotas menos ainda. Não expunha minhas opiniões na maioria das vezes e também não me defendia de deboches ou críticas por parte de outras pessoas estúpidas. Engolia sapos e às vezes baixava a cabeça como se diz. Essa é uma das razões que me fizeram perder muitas e boas oportunidades desde criança. Ainda bem que isso mudou. E não foi por causa de psicólogas, que para mim não resolvem nada a não ser fazerem perguntas cretinas e dizerem que não existe uma receita para resolver nosso caso. Digam que são elas que não tem um método eficaz ou mesmo competência por parte de algumas, que aí eu acredito! Se tem dois profissionais em quem não confio são psicólogos e políticos. E a receita para mim foi fazer oficinas de teatro, interpretação para vídeo e tv, curso de manequim e modelo e estagiar onde eu trabalho, o que me fez ter contato e falar com turmas de escolas e colégios. Prefiro um amigo para desabafar meus problemas do que uma pessoa que não conheço e que em cinco anos de curso acha que pode desvendar a vida de uma pessoa, sendo que cada um é diferente. A experiência de vida e maior maturidade me ensinaram a nunca baixar a cabeça e bater o pé até o fim quando estou certo.

Segundo: como éramos até bem mais pobres do que hoje, meus pais só conseguiram comprar um imóvel bem na periferia de Curitiba, onde naquela ocasião haviam pouquíssimos vizinhos e quase nenhuma criança da minha idade para que eu me enturmasse. Não tive ambiente para que vivesse uma infância plena, meus pais eram mais caseiros e não viajavam para muitos lugares (também por falta de dinheiro mesmo). Tem lugares que hoje eu queria muito ter conhecido e que nem mais existem. Para vocês terem uma idéia: cinema só fui conhecer devido a escola que me levou. Praias só fui pisar em uma depois de adolescente devido a um primo meu e seus amigos. A minha mãe comentou que eu não entrei em jardim de infância por causa da nossa condição financeira e devido ao fato de não haver nenhum por perto.



Outra coisa que me prejudicou muito foi o fato da minha irmã ser deficiente mental permanente. O meu amigo Marcos Antônio foi quem observou que se ela fosse normal eu poderia conhecer outras garotas através dela, pois uma sempre tem amizade com outras. Até nisso levei azar.




Teve outro motivo que me fez demorar muito para conhecer danceterias, fazer teatro e tentar a sorte jogando na loteria também: a religião dos meus pais e da maioria da minha família! Pode até ter ensinamentos bons isso ninguém pode negar, mas é contra coisas que não tem mal nenhum. Uma parte dos meus parentes ainda são bitolados com as idéias de que dançar é ir para o mau caminho, de que ser ator não é coisa de cristão e de que é errado jogar na mega sena. Queriam que eu namorasse a casasse com alguém da nossa igreja, só que esse Deus deles nunca colocou uma mulher da igreja na minha vida que me agradasse como minha mãe disse que aconteceu na vida dela. De tanto orar, esperar e nunca dar certo aos poucos fui começando a questionar certos ensinamentos e me revoltei ao ver o entrave que causaram em minha vida. Hoje nem em religião eu acredito mais e para dizer bem a verdade tenho dúvidas se existe esse Deus ou não.
Não concordo com a idéia de que é pecado dançar: em que parte da Bíblia isso está escrito? Me mostrem! Nessa mesma Bíblia tem um versículo dizendo Louvai ao Senhor com Cânticos, com danças... Nessa mesma Bíblia é citado que o Rei David dançava. Então... me expliquem isso!
Acho que não tem muito a ver essa de que cristão não pode ser artista. Não pode por quê? Disseram que eles tem uma vida promíscua, que não param com uma só mulher ou com um só homem e tal e tal. E quem disse que eu preciso ter a vida igual a deles se sempre fui diferente da maioria das pessoas? Nunca gostei de Carnaval que eles tanto criticam, não gosto agora que não sigo religião nenhuma e não vou ir com certeza de conseguir seguir a carreira de ator.
Não concordo também que é errado jogar na loteria, desde que você não fique viciado nela e deixe das suas necessidades básicas para jogar. No meu caso eu nem jogo toda semana, mais quando estão acumuladas e faço apenas uma cartela para cada. Não vão dizer que não tenho autodomínio! Já sei que pode ser que alguns fanáticos estão pensando agora: "abençoado seja o dinheiro do nosso trabalho". Se o nosso trabalho nos pagasse um salário suficiente para todas as nossas necessidades aí eu até poderia lhes dar alguma razão. Ora, todos nós sabemos que neste país poucos ganham o suficiente. O salário mínimo está longe de ser aquele que a Constituição Brasileira prega. Azar de vocês por não aproveitarem esta oportunidade! Ah, tem outra coisa que quero dizer aos fanáticos religiosos: se o dinheiro não traz felicidade me dê o seu e viva feliz!
Uma das coisas que mais me prejudica é que nasci na pior ou numa das piores cidades para se ter uma vida social: Curitiba, a capital anti-social, que além de ter um clima ruim tem um povo fechado, que faz panelinhas, não cumprimenta nem os vizinhos apesar de morarem perto há anos e te olha com preconceito se você tiver um estilo diferente que choque o seu conservadorismo. Mulheres sem iniciativa, metidas ou recatadas demais onde o homem tem que ser muito cara de pau e insistente, pois muitas ainda ficam se fazendo de difícil mesmo se estiverem a fim dele. Como se tivessem o rei na barriga e fossem mais do que as outras brasileiras.
Sobre o meu local de trabalho: não me ajuda em nada, é um ambiente universitário e não é bem o tipo de mulher que procuro. Eles têm outra cabeça e não curtem as mesmas coisas que eu, principalmente as danceterias. E não têm aquele calor humano das pessoas mais simples (claro que tem suas excessões). Não entro em sintonia com esse tipo de gente de modo algum.
Voltei a estudar no Ensino Médio de noite mas hoje em dia é difícil um jovem que tenha a cabeça no lugar e um objetivo de vida mesmo. Não querem nada com nada os alunos da noite, mesmo dando algumas pessoas mais velhas. E de manhã não pude estudar por causa do meu trampo. Vamos ver se no curso de inglês ano que vem no Colégio Estadual do Paraná vou ter mais sorte.
Festas, barzinhos e baladas? Quase sempre vou sozinho, pois quase nunca meus amigos podem ir junto. Normalmente vêm aquela resposta de não terem dinheiro e alguns não curtem. E em Curitiba principalmente se você for tímido para iniciar conversa com um estranho você irá sozinho e voltará sozinho. Se você for como eu terá que ser apresentado por alguém do grupo para poder se enturmar. O curitibano não é aberto a novas amizades como cariocas, nordestinos e outros brasileiros lamentavelmente. Aliás até desanimei de bares e festas por aqui, só vou curtir um som na Apotheose, Planeta Ibiza ou de vez em quando na Millenium porque gosto do ambiente e de algumas músicas, mesmo quando não conheço ninguém. Me divirto mais quando pedalo a Dance Bike por aí nos finais de semana.
Viagens? Agora estou investindo mais em viajar para fora de Curitiba, geralmente para outros estados, sempre procurando conhecer casas noturnas onde nunca fui, uma outra galera. E dando preferência para viagens aéreas, a nova paixão que descobri, pois pode ser que eu cruze uma hora ou outra com alguém da mídia que pode expor o meu caso em rede nacional. Até quis fazer um curso de piloto privado mas infelizmente tenho o azar de ser míope e isso me barra outra vez. Vou quase sempre sozinho o que detesto, mas se esperar companhia nunca vou conhecer lugar nenhum. Nunca ninguém está disposto ou pode, nisso tenho todo o direito de reclamar da vida sim!

Finalmente uma coisa que sempre me acompanhou e que nisso eu tenho o direito de reclamar também: minha falta de sorte! E não adianta virem me dizer que não é. Quase sempre quando eu me interessava por uma garota ela não sentia o mesmo por mim. E quando uma demonstrava interesse ela não fazia o meu biotipo. Até hoje é assim infelizmente, não tenho a sorte de encontrar a mulher certa. E não sou o tipo que fica com qualquer uma , tenho que achá-la bonita, atraente e ao mesmo tempo legal, conversadeira, alegre e que tome a iniciativa de falar comigo. Também nunca tive sorte com jogos e sorteios e nas pouquíssimas vezes que ganhei algo não era uma coisa que me fosse útil, salvo o caso único de um relógio que ganhei numa rifa. Sabe aquilo que muitos homens contam que quando viajam uma mulher bonita foi sentada do lado deles no ônibus e trocaram idéias a maior parte da viagem? Pois comigo o que acontece é que ou a poltrona do meu lado vai sozinha ou é um homem que se senta do lado na maior parte das vezes. E quando é mulher é uma senhora casada ou com criança. Numa viagem do Norte do Paraná para Curitiba há vários anos uma garota bonita de cabelos longos e escuros se sentou do meu lado. Parecia simpática mas tinha uma aliança de noiva no dedo. Na minha última viagem de ônibus a Campinas-SP fui por um percurso mais longo que passava por Ponta Grossa-PR e em que o ônibus fez muitas paradas. Subiram e desceram tanta gente. Vi uma loira de cabelos lisos bonita mas acompanhada. As outras não se sentaram do meu lado. Somente homens. Um era até gente fina e foi conversando comigo. Legal mas eu preferia uma mulher! Na volta vim de avião a jato, um AirBus A 320 da TAM. Minha primeira viagem de avião. Sozinho de novo, veio pouca gente. Mas pelo menos teve as aeromoças (comissárias de bordo) que falaram comigo e prestaram a atenção nos anúncios do meu traje de Dance Boy. Viajei de novo de avião à Porto Alegre-RS num Boeing 737 da Webjet e um senhor foi sentado do meu lado. Na volta de avião também, só aí que aconteceu um fato inédito: eu na janela e uma loira de cabelos lisos e longos se senta do meu lado e me diz bom dia. Logo em seguida uma clara de cabelos castanho escuros se senta do lado da loira (as poltronas são em grupo de três. Só que as duas pegaram no sono, coisa que não consigo fazer em aviões. A loira não devia ser curitibana pensei, talvez uma gaúcha vindo a minha cidade, porque se fosse daqui nem cumprimentaria um estranho. Foi só esta vez que me lembro que uma loira vem do meu lado. É sempre assim, sempre, posso viajar o tanto que quiser!


A PARTE QUE ESTÁ COM OS OUTROS
Primeiro que as garotas não me valorizavam, acho que nunca foram com meu comportamento. Acredito que a maioria não gosta de homens tímidos ou reservados. Pode ser que não gostem das minhas idéias também, pois muitas são diferentes da maioria. Para os ignorantes que já vem querer me malhar dizendo que com um visual destes nunca uma vai se interessar por mim eu já vou fazer aqui a eles umas perguntinhas que não querem calar:
- Se fosse por causa dele então como que antes de ter este estilo eu também não tinha sorte com elas? E já usei tanto tênis como sapato, esporte fino, jeas, social, bermudão, roupas largas, todo de preto etc. Vários estilos. Me respondam essa!
- Se eu sou estranho com este traje então como que bandidos, presidiários, traficantes e outros caras que não valem a comida que comem têm mulheres até bonitas? Eu sou menos homem que eles então?
Pois é, o problema dessa gente é julgar as pessoas pelo seu estilo, visual, condição sócio-econômica e pela primeira impressão apenas. Mas analisar os outros a fundo antes, ver o seu caráter e os seus pontos positivos infelizmente não é uma qualidade para qualquer um. No meu caso elas que não sabem me valorizar. Tem uma ou outra mulher que diz que eu tenho aparência e não entende como nenhuma se interessa. Mas noto que só ouço isso de mulheres mais velhas que eu ou casadas. Queria ver uma loirinha de cabelos lisos ou castanha que seja e de danceterias falar isso, aí sim!
E segundo é aquilo de que já falei: a maioria delas é devagar, parada demais e não chega em mim para conversar. Dizem que querem direitos iguais (somente quando é cômodo para elas) mas no entanto ficam esperando o seu parceiro como que cair do céu. Principalmente a mulher curitibana, que vive pelo que o cara vai pensar dela e não tem uma personalidade própria e inabalável. Uma boa parte delas são tímidas, nisso não posso criticar por também ser um. Mas uma outra parte tem outro defeito também além da falta de iniciativa: são orgulhosas e ficam se fazendo de difícil mesmo quando estão a fim simplesmente. E eu detesto isso, não penso como os outros caras. Admiro a mulher firme, determinada, decidida e que sabe o que quer. A vida já tem tantos problemas, para que complicar as coisas? Vamos simplificar o que pudermos!
Sobre estes dois problemas, viver em Curitiba e o fato das mulheres quererem direitos iguais e no entanto não chegarem na gente, eu estou dedicando um capítulo para cada um onde exporei mais detalhadamente as duas situações e o que penso disso (com direito a fotos que comprovam e tudo o mais). Não deixem de ler os dois que se seguem....