domingo, 20 de junho de 2010

10 - AMIGOS PARA SAIR FINALMENTE. SURGE O DANCE MÓVEL

O Fábio se tornou o meu companheiro de todo o domingo para ir em sons. Freqüentador fiel desde 1994, o que fez me identificar com esse cara. Graças a ele finalmente consegui ficar com duas garotas, uma na 360 mesmo e outra na Millenium de Pinhais. Conheci depois a família dele, que era do Estado do Ceará. Peguei amizade com quase todos e passei a freqüentar aquela casa também. Ao mesmo tempo deixei de sair com ele quando estava com os seus camaradas de vila. Com eles eu não me acertei: a maioria só queria saber de encher a cara de tubão, muitos furavam tubo de biarticulado, criavam confusão e eram daqueles malacos de mente vazia que tem aquelas calças caídas deixando aparecer a cueca. Garanto que só fazem isso porque a maioria dos vileiros fazem. Só sabem fazer igual, não são nem um pouco criativos e acham que estão apavorando. E infelizmente são esses que a maioria dessas gurias de periferia querem. Antes as garotas de danceteria gostavam de caras com carro, o que já era babaquice. E agora é pior: querem malacos muitas vezes até sem higiene! Dizem que tem gosto para tudo neste mundo. Isso parece ser verdade, mas como não aparece uma que goste do Adial Júnior também? Esse é o mistério que um dia quero desvendar. Bom, conhecer a galera amiga do Fábio não me ajudou com garotas. Mas o meu temperamento rebelde, teimoso, persistente e indomável, não me deixaria desistir nunca. Foi aí que comecei a tomar umas atitudes super radicais, chocantes, estranhas e nada discretas; totalmente o oposto daquilo que a maioria quer que sigamos. E muito mais visíveis e polêmicas do que tudo que tinha feito até então. Vi muitos táxis com um tipo de prisma em cima, contendo anúncios de empresas, que à noite eram luminosos. Aí me ocorreu uma idéia: e se eu mandar fazer um com o meu anúncio da camiseta e incluir também a minha foto para todos verem? E corri para concretizar esse plano. Não foi muito fácil conseguir um profissional que confeccionasse um, mas após semanas consegui. Agora onde fosse faria a propaganda de mim às mulheres e ficaria cada vez mais conhecido, fosse em Curitiba ou fora dela. Usava muito o carro para ir ao trabalho e às danceterias. Além do meio de transporte seria um meio de propaganda da minha pessoa. Usei algum tempo, mas sofri mais outro acidente com o carro. Saí inteiro, mas além do prejuízo que tive que arcar injustamente por não ser o culpado, o meu fusca ficou meses parado para os reparos na lataria e pintura. E neste período um primo meu me deu outra idéia para tornar mais chamativa e chocante esta minha campanha: pintar o meu carro de cor-de-rosa, pois eu já adorava a cor e a minha camiseta já era assim. Eu achei excelente a sugestão, assim jamais passaria despercebido. Seria agora a palavra final segundo ele mesmo disse. O funileiro disse que como teria que trocar até a lateral do carro e não estava conseguindo acertar a tonalidade do branco que cobria a lata do carro, seria uma excelente oportunidade para trocar de cor. E foi o que mandei fazer. Quando o carro estava pronto, coloquei de volta o prisma em cima com os anúncios e na lataria mandei colocar vários adesivos contendo o meu logotipo, o nome do carro, que ficou sendo Dance Móvel, o meu slogan e nas portas a minha crítica a falta de iniciativa das mulheres. Tracei também todo um planejamento para a minha divulgação: sempre pegar caminhos diversos, abastecer em postos diferentes, fazer compras em vários supermercados, ir a praias, shoppings, pontos turísticos e nas danceterias como já fazia, lembrando sempre de estacionar bem perto da entrada ou onde tivesse mais movimento de gente. Uma coisa que decidi foi ir na entrada ou saída das aulas dos colégios públicos de Curitiba e municípios vizinhos. Em pouco tempo um jornal me contatou para fazer uma reportagem. Saí numa foto colorida com o Dance Móvel na primeira página e em destaque. Não gostei muito da foto: minha cara não saiu bem nítida e estava sem a minha camiseta com o anúncio. Também saí em duas emissoras de televisão, uma de rádio e mais outro jornal escrito, os quais guardei de lembrança. Nas matérias estavam o número de meu telefone celular e meu e-mail. Mensagens ou ligações de Curitiba e região eu recebi pouquíssimos, como já era de se esperar de um povo como esse. É pena que só saí em nível estadual.
Eu e o meu antigo Dance Móvel (agora é outro carro) na frente de uma das danceterias onde ia (hoje só vou de vez em quando). Nas laterais e no prisma luminoso os mesmos recados, crítica e o meu lema que trago nos meus panos. Além do meu logotipo (a bola maluca das danceterias).

Eis aqui um vídeo que um pessoal da UFPR produziu comigo e no qual aparece o primeiro Dance Móvel

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