domingo, 20 de junho de 2010

11 - O "SURGIMENTO" DO DANCE BOY COM SEU TRAJE PERSONALIZADO

Comecei também a pensar em um verdadeiro traje personalizado, oficial do Dance Boy. Tinha a camiseta rosa e blusa de moletom com o anúncio e o logotipo que lembrava o globo das danceterias, mas queria algo mais chamativo, com cores vibrantes e um tipo de jogo de luzes que lembrasse os das danceterias. A palavra de ordem do meu personagem seria sempre tudo extremamente chamativo e nada discreto! Só assim eu seria visto por todas as mulheres e isso ajudaria a fazê-las lembrar e comentar sobre a minha pessoa. Se eu não tivesse esse traje oficial seria notado só com o carro. Mas e quando estivesse sem ele? O carro ficaria conhecido e não eu, o que obviamente não faria sentido algum. Novamente tive bastante trabalho, tanto para planejar como para conseguir os panos no tipo e nas cores que escolhi. Minhas roupas seriam metade cor de rosa metade azul, que tem tudo a ver com o meu pensamento sobre os direitos iguais entre homens e mulheres e a minha crítica ao preconceito contra certas cores: com isso queria dizer que não tenho tabus com cores e uso tanto azul como rosa. Cores sempre vivas, vibrantes, para chamar sempre a atenção e chocar esse povo que quase só usa cores mortas. O azul seria turquesa, que é o meu tipo de azul predileto. Quanto ao cor de rosa seria a tonalidade dos brinquedos da barbie ou rosa grampola. Gosto de tonalidades vivas, isso parece que levanta o meu ânimo e me coloca em evidência. Quanto ao conjunto de luzes encomendei a um eletricista que fizesse um fio com uma seqüência de leds, pois esse tipo de lâmpada consumia muito pouca pilha. Uma caixinha com um circuito integrado e uma pilha de nove volts eu carregava num pequeno bolso, já planejado para isso, sendo um conjunto para cada perna. Paguei R$ 170,00 por este trabalho. No pescoço experimentei usar um objeto que vi à venda na praia de Ipanema, aqui no Paraná. Era um tipo de mamona de silicone com leds dentro, que emitia luzes coloridas e intensas. Lembrava o globo giratório dos tetos das danceterias. Comprei e passei a usar todo este conjunto, chamando bastante a atenção no ambiente escuro das danceterias. No entanto, infelizmente o do pescoço durava pouco (umas duas horas) ao contrário das luzes das pernas, onde só depois de semanas de uso eu tinha que trocar as pilhas. Novamente esta dificuldade não me fez desistir nem me contentar só com as luzes das pernas. Resolvi comprar um daqueles sinalizadores que se coloca atrás do banco das bicicletas, que também alguns tem leds de várias cores que acendem e apagam em seqüência, além de outras maneiras. Fiz furos atrás e adaptei em uma corrente para dependurá-lo em torno do pescoço. Durava semanas usando todo domingo nas danceterias e dentro do Dance Móvel na entrada das escolas e colégios. Criei um verdadeiro personagem exótico e único, tudo para ser visto pelas mulheres e pela mídia. Inspirei-me um pouco em algumas figuras conhecidas em Curitiba. Como elas eu tinha que causar impacto, além de andar divulgando o meu anúncio, slogan e crítica às mulheres pelas ruas, parques, praças, colégios e danceterias de Curitiba, principalmente onde tivesse a galera jovem. Mas tinha é claro, que divulgar o som eletrônico também, principalmente a dance music. O carro divulgava, mas tinha várias desvantagens e limitações: gasta gasolina, não entra em muitos lugares como um parque, por exemplo, e, além disso, encobre muito o meu corpo com suas luzes nas pernas e a maior parte das minhas roupas. Na verdade sou eu quem tem que ficar bem em evidência para todas as garotas verem. Se eu andasse a pé pela cidade com um walkman tocando gastaria muito tempo para percorrer todos os lugares. E eu só dispunha de sexta à noite, sábado a maior parte do dia e domingo só até a metade da tarde. E quando houvesse feriados.
Eu com meu amigo José David (ele ao lado com camiseta amarela) dentro da danceteria Estação Via Show

E abaixo um vídeo meu com minha divulgação na praia:

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