quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

20 - O NOVO DANCE MÓVEL

Depois de algum tempo e de ter viajado duas vezes para Jaguapitã e outras tantas para as praias do Paraná com o Dance Móvel Fusca, resolvi comprar outro carro maior e personalizá-lo no lugar deste. Dava para comprar um usado não muito caro com parte do dinheiro da venda do terreno e da casa dos meus pais, que compraram outro lote e construiram perto do meu se tornando meus vizinhos. Eles venderam para me ajudar a construir a minha casa e também minha mãe sugeriu porque assim eu fiquei sendo o braço direito deles. Já estavam na terceira idade, minha mãe doente, meu pai dependente de remédios e minha irmã deficiente mental para a vida toda. Além disso o único que sabe dirigir em casa sou eu. O fusquinha era bonito e antigo mas sem espaço, principalmente no porta-malas. E nas viagens de carro eu nunca vou sozinho, tem as malas de todos e inclusive estava levando a bicicleta, com sua caixa de som, bateria e anúncios. E fazia algum tempo que eu pensava que um dia era bom ter um carro normal e outro personalizado. Quando eu quisesse andar com roupas comuns ou de outro estilo usaria o carro comum e quando andasse como o Dance Boy usaria o carro estilizado. Não ando só de rosa e azul, se vocês pensaram isso se enganaram. Assim ninguém venha me dizer que as mulheres não me dão atenção porque se assustam com este traje. O problema pode estar em outro lugar e também com elas, mas não totalmente no meu estilo diferente ao contrário do que muitos ignorantes pensam.

Como não sou rico para ter um Cadillac ou mesmo um Chevrolet Impala, precisava de um automóvel dentro das minhas condições financeiras. O Ford Gálaxie 500 ou o Dodge Magnum eram grandes e imponentes. Sempre adorei estes carros e pensei nesta possibilidade. Com o preço alto da gasolina atualmente era necessário instalar um kit de gás natural (GNV). Até teria feito isso se não fosse os principais inconvenientes: não é toda cidade que possui postos GNV e nas estradas por onde mais transitava também não havia. Mesmo em Curitiba eram poucos postos se comparado ao tamanho da cidade. Não seria prático portanto. E me avisaram que poderia acontecer de eu empregar uns dois ou três mil reais com esta adaptação e depois o gás natural subir de preço como ocorreu com o álcool. É... não seria bom arriscar não acham? Então fui pensando num que tivesse porta-malas grande, confortável e ao mesmo tempo fosse econômico, pois quase só ando de carro para trabalhar (odeio esse suplício de ter que pegar ônibus lotados, não nasci para ser escravo). Gostava do Opala mas mesmo o de motor quatro cilindros era meio gastador. O Monza tinha uma traseira meio pequena para se acomodar a Dance Bike em cima, no suporte que vou bolar para ela. Caminhonete F-1000 cabine dupla era muito cara por ser a óleo diesel. O jeito era pegar de novo um dos carros que já tivemos e que havíamos desfrutado pouco: o Ford Del Rey série ouro ano 1984 com motor cht 1.6. Estiloso, confortável, luxuoso, econômico e que marcou época. Era um carro caro na época do seu lançamento. Seria também uma coisa única um carro desses nas cores externas rosa e azul turquesa. Fuscas cor de rosa existem mas Del Rey eu nunca vi. E foi o que fiz. O Fusca mandei repintar na cor orginal branca que era antes. Bom, agora confiram as fotos...

Eu no novo Dance Móvel à noite, com o anúncio luminoso em cima do carro aceso.



Quero instalar este globo giratório com luzes coloridas no Dance Móvel. Bem igual aqueles que me fascinam desde que pisei na Danceteria Alkatraz em Jaguapitã, norte do Paraná.

2 comentários:

  1. Olá, Adial. Meu nome é Priscila Schip. Sou editora de um jornal-laboratório da Universidade Positivo e gostaria de entrevistá-lo. Nosso e-mail é redacaolona@gmail.com

    Obrigada

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  2. Estou te escrevendo por e-mail Priscila, confira lá...

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