quarta-feira, 30 de junho de 2010

14 - A “ERA” DO ORKUT

Acho que no meu diário talvez eu poderia dividir a minha vida em fases: o meu nascimento e a infância da qual não me lembro, a infância a partir da qual me lembro até entrar na escola, a entrada na escola até conhecer o primeiro amor da minha vida, a grande paixão e desgraça da minha vida e a fase das danceterias (que nunca se acabou até agora). Esta eu poderia dividir em outras fases menores como a que eu ia sozinho nas danceterias, depois a dos meus amigos de baladas que começou quando conheci o Fábio e sua família em conjunto com o começo da minha grande campanha para ser visto pelas mulheres. E finalmente o “surgimento” do Dance Boy com seu carro e bicicleta personalizados.

Mas tem outra da qual não posso deixar de falar e que sem dúvida está me ajudando muito. Logo depois de conhecer a minha amiga Andréia de São José dos Pinhais, ela me convidou para fazer parte do site de relacionamentos chamado Orkut. Já tinha ouvido falar dele mas não sabia direito como funcionava e era preciso ser convidado para poder participar. Logo aceitei o convite porque aí poderia divulgar minha imagem e as minhas idéias finalmente para muitas e muitas pessoas no país todo. Primeiro levei algum tempo para aprender a lidar com o sistema. Precisei digitalizar as fotografias e incluí-las e a descobrir comunidades para participar. Coloquei até a história da minha busca por uma garota e a minha jornada nas danceterias. Isso porque no perfil do usuário dá para colocar um link para a sua página da web. Eu coloquei um que traz o visitante para o blog que você está lendo agora.

Achei o Orkut uma poderosa ferramenta de propaganda e um meio de encontrar pessoas com gostos semelhantes aos nossos. Tanto que um cara chamado Fabiano, que estudou comigo na 6a série do ensino fundamental no tempo da Vanessa, me localizou depois de vários anos e dele ter se mudado para São Paulo. Outra coisa boa que me aconteceu foi descobrir que tinham sido feitas comunidades para me homenagear por causa da idéia do Dance Boy. Um pessoal do Rio de Janeiro também criou outra especialmente para me ajudar a ir no Programa do Jô.

Teve coisas das quais não gostei: criaram algumas para falar mal de mim, tive discussões acirradas em certas comunidades e desrespeito de pessoas sem caráter, que entravam na minha página de recados para me rebaixar (no Orkut não dá só gente confiável como se pretendia fazer). Mas a minha grande decepção mesmo foi que até agora em que estou postando esse capítulo, não consegui conhecer pessoalmente quase nenhum dos meus amigos virtuais. Os que eu conheço pessoalmente já os conhecia antes de um de nós começar a participar desse site.

Mas espero estar cara a cara com eles um dia. Pelo menos agora finalmente estou conseguindo ficar cada vez mais visto. E minhas imagens virtuais e tudo o que as acompanha podem ficar o tempo todo disponíveis para a galera ver, ininterruptamente. Uma coisa muito legal é que muitos podem me ver ao mesmo tempo e no país inteiro. Me dá um tipo de sensação de ser unipresente. Isso ampliou muito o meu “raio de ação”. Eu em pessoa não poderia ficar 24 horas por dia andando por aí nem estar em muitos lugares ao mesmo tempo. Desde que foi instalado o contador de acesso aos perfis dos orkutianos, o meu perfil foi acessado mais de trinta mil vezes! Nesse ponto posso dizer que levei sorte em viver na época da mídia, da internet e em especial do Orkut!

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